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Lariane Cagnini

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O que acontece no Sul de Santa Catarina, com um olhar focado na região.

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Líderes do Sul de SC estão otimistas com criciumenses no governo

Por Lariane Cagnini

24/02/2018 - 13h12

Com a troca de comando no governo do Estado em função das eleições deste ano, lideranças do Sul de Santa Catarina estão otimistas com a visibilidade que as pautas regionais podem ganhar. Isso porque o governador Eduardo Pinho Moreira e o secretário de Saúde, Acélio Casagrande, de Criciúma, e o delegado-geral da Polícia Civil Marcos Ghizoni Júnior, que passou a maior parte da carreira em Tubarão, conhecem bem as necessidades da região. Associações e entidades de classe costumam dizer que o Sul é a região que menos recebe atenção, embora nos últimos anos o cenário tenha mudado um pouco. A conclusão da Via Rápida em Criciúma, a modernização do Aeroporto Regional Humberto Ghizzo Bortoluzzi, em Jaguaruna, a liberação de recursos à conclusão de obras em hospitais, entre outras conquistas, recolocaram a região no mapa do desenvolvimento. Com Pinho no cargo máximo do Executivo estadual, as lideranças querem mais. – Com ele conhecendo tão bem nossa realidade, podemos licitar o Centro de Inovação de Criciúma. Já foi feita doação terreno para o Estado, todos os projetos e maquete. Falta lançar a concorrência. Esse centro propiciará aos empresários novos programas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico, apoio a melhoria em processos e aumento de produtividade – defende o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Moacir Dagostin. Geração de emprego e renda e  desenvolvimento Outra demanda da entidade, que também está na pauta da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), é a conclusão das obras do Hospital Materno Infantil Santa Catarina e a estadualização da unidade. O atendimento pediátrico está sendo prestado, porém toda a ala de maternidade nunca funcionou, e equipamentos se deterioram. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, já sinalizou que não bancará sozinho a conta de um hospital que atende a região, e por isso o esforço conjunto para viabilizar esse serviço à população.  – É a prioridade número um que queremos tornar comum a todos os prefeitos – diz o presidente da AMREC e prefeito de Siderópolis, Helio Roberto Cesa (PMDB).  Neste mês, o Colegiado de Secretários de Saúde dos 12 municípios da associação entregou a Acélio Casagrande uma carta com as prioridades da região. O encontro foi tido como positivo.  O dirigente da AMREC menciona que o desenvolvimento econômico também é uma demanda, sendo preciso traçar estratégias e mostrar as potencialidades regionais: 1 milhão de habitantes, mão de obra qualificada e rotas favoráveis.  – Temos que afinar o discurso e ter uma pauta objetiva, para conseguir resultados nesse tempo que o Eduardo estará à frente do governo  – acrescenta. Conquistas recentes como a construção da Penitenciária Feminina de Criciúma, a ampliação do Presídio Santa Augusta, implantação do Serviço Aeropolicial (SAER), revitalização da SC-445 são lembradas pelas lideranças. O desenvolvimento econômico também é uma demanda, mas precisamos traçar estratégias para criar ações que deem resultado. Nós temos que entrar no radar e mostrar nossas potencialidades, 1 milhão de habitantes, mão de obra qualificada, rotas favoráveis. Temos que afinar o discurso e ter uma pauta enxuta e objetiva, para conseguir resultados neste tempo que o Eduardo estará à frente do governo – comentou o presidente da AMREC e prefeito de Siderópolis, Helio Roberto Cesa (PMDB). No início do mês, o Colegiado de Secretários de Saúde dos 12 municípios da associação enregaram a Acélio Casagrande uma carta com as prioridades da região. O encontro foi positivo pois os dois lados têm demandas em comum, o que pode agilizar alguns processos. Conquistas recentes como a construção da Penitenciária Feminina de Criciúma, a ampliação do Presídio Santa Augusta, implantação do Serviço Aeropolicial (SAER), revitalização da SC-445 também são lembrados pelas lideranças. Em busca de crescimento econômico Outra preocupação é atrair novas empresas, já que o Sul tem empobrecido em relação a outras regiões. De acordo com o coordenador do movimento econômico da Amrec, Ailson Piva, há alguns anos o Sul não tem conseguido acompanhar o desempenho de SC. No ano passado, o crescimento econômico da região foi de 3,89% do valor adicionado em relação a 2016, enquanto o Estado está em 8,79%.  Com a criação de mais empregos e melhoria na renda da população, a tendência natural é de crescimento. Moacir Dagostin, da ACIC, defende que uma influência de Eduardo Pinho nesse processo pode ser benéfica.  – Precisamos atrair negócios de porte  para Criciúma. Quando uma empresa quer se instalar, vai até o governo do Estado pedir auxílio, incentivo, e hoje nós temos vários diferenciais a oferecer – destaca, citando o Porto de Imbituba, a BR-101 duplicada, a Via Rápida, a estrutura de fornecimento de água e de energia e a mão de obra.  Novas rotas e mais empresas Do ponto de vista estrutural, a Associação Empresarial de Tubarão (ACIT) entende que a ampliação do Aeroporto Regional é importante. Obras complementares, como pontes de embarque, alargamento da pista, ampliação do terminal de passageiros e a modernização de equipamentos, podem atrair novas rotas e mais empresas. O presidente da ACIT, Murilo Bortoluzzi, considera que o próximo passo será concluir a Rodovia Ivane Fretta, no acesso Norte a Tubarão, abrindo a possibilidade da criação de uma área industrial junto à BR-101. A associação quer também tirar do papel o projeto do Roteiro Serramar, de turismo. Na área da segurança as lideranças de Tubarão pleiteiam, a exemplo de outras cidades, aumento de efetivo, de recursos e de equipamentos às polícias, e ampliação da rede de videomonitoramento. Leia todas as publicações de Lariane Cagnini

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Criciúma e Içara criam mecanismos para agilizar abertura de empresas

Por Lariane Cagnini

22/02/2018 - 16h34

Criciúma e Içara avançam em iniciativas semelhantes para agilizar a abertura de empresas. Na maior cidade do Sul, a Associação Empresarial de Criciúma (ACIC) vai criar o Espaço do Empreendedor, em parceria com órgãos ligados à Administração Municipal e ao Corpo de Bombeiros. No local, que deve começar a funcionar em dois meses, serviços relacionados a empresas ficarão disponíveis em um único endereço, desde questões envolvendo a Junta Comercial, alvarás e licenças. A criação de um negócio, que hoje leva meses, poderá ser concluída em no máximo dois dias. Em casos de  maior complexidade, o empreendedor abre as portas e assina um termo de comprometimento para, depois, ser fiscalizado quanto às exigências necessárias. Na cidade vizinha, o decreto de Enquadramento Empresarial Simplificado (EES) vai ao encontro da lei do Içara Bem Mais Simples, aprovada em julho do ano passado, que garante mais rapidez para a constituição de novos negócios. Para empreendimentos com baixo grau de impacto, como aqueles com menor potencial poluidor, por exemplo, a emissão do alvará será feita em até cinco dias após o início do processo. Com o documento em mãos, o empreendedor terá o prazo de um ano para obter as licenças necessárias com o Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e Fundação do Meio Ambiente de Içara (Fundai). Leia todas as publicações de Lariane Cagnini

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Dívida com precatórios passa de R$ 31 milhões em Tubarão

Por Lariane Cagnini

22/02/2018 - 10h01

Com ações que se arrastam desde 1996, já passa de R$ 31 milhões a dívida da Prefeitura de Tubarão com precatórios. A administração municipal se reuniu com o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Rodrigo Tolentino de Carvalho Collaço, para discutir o assunto. O prefeito Joares Ponticelli lamenta que os municípios se tornem reféns da legislação federal, que muda a todo momento, e que problemas de gestões anteriores acabam incidindo sobre a administração atual e nas futuras. Segundo dados da prefeitura, de janeiro a dezembro de 2017 já foram pagos R$ 5,3 milhões e nos dois primeiros meses deste ano, R$ 3,6 milhões. O procurador-geral do município Marivaldo Bittencourt Pires Júnior diz que não há uma projeção para zerar a fila de 339 precatórios a serem quitados. Tubarão é a cidade da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) com a maior dívida, sendo que ações trabalhistas chegam a 75% dos precatórios, com valor próximo de R$ 16 milhões, mais da metade do valor. Leia todas as publicações de Lariane Cagnini

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Arquivo Decom

Após empresa abandonar obra, UPA da Próspera não tem data para abrir

Por Lariane Cagnini

21/02/2018 - 13h16

Com inauguração prevista para o final de março, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Próspera, em Criciúma, teve as obras paradas. Faltam poucos ajustes no acabamento do prédio, mas a empresa Forte Rocha, de Joinville, vencedora da licitação, desistiu do projeto alegando problemas financeiros. A segunda colocada no certame, Construtora Nunes, de Criciúma, é quem deve assumir a obra. As informações são da secretária de Infraestrutura de Criciúma, Kátia Smielevski, que confirmou que já havia notificado duas vezes a empresa vencedora, em virtude da lentidão dos serviços. A previsão é que até o final da semana a nova construtora apresente um cronograma de trabalho, mas ainda não há nova data prevista para conclusão. Nas obras de finalização da UPA foram investidos R$ 661,5 mil. A construção do prédio de 1,5 mil m² iniciou-se em agosto de 2010, e depois de sete anos parada, foi retomada em maio do ano passado. A nova unidade poderá atender de 150 a 300 pessoas por dia nos casos de urgência e emergência. Assim que entrar em funcionamento, ajudará a desafogar o Hospital São José e o Infantil Santa Catarina, já que contará também com serviço de pediatria. Leia todas as publicações de Lariane Cagnini

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Pela primeira vez, Hospital Regional de Araranguá faz a captação de órgãos para transplante

Por Lariane Cagnini

21/02/2018 - 02h21

Pela primeira vez, o Hospital Regional de Araranguá (HRA) fez a captação de órgãos na unidade, podendo beneficiar cinco pessoas que aguardam na fila de transplantes. A cirurgia inédita captou dois rins, duas córneas e o fígado de uma mulher de 60 anos, moradora da cidade. Os filhos autorizaram o procedimento e, depois da doação, os órgãos foram para Florianópolis, com a ajuda da equipe técnica da SC Transplantes, da Secretara de Estado da Saúde. O hospital é habilitado para captação por meio de uma portaria publicada em 2010, mas nunca havia realizado esse procedimento. Leia todas as publicações de Lariane Cagnini

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PF investiga fraude em benefícios de pescadores de Araranguá e Balneário Gaivota

Por Lariane Cagnini

20/02/2018 - 10h42

A partir de uma auditoria da Previdência Social iniciada em 2015, a Polícia Federal (PF) de Criciúma deflagrou uma operação segunda-feira de manhã no Sul do Estado. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas colônias de pesca em Araranguá e Balneário Gaivota, para analisar pedidos suspeitos de concessão de benefícios previdenciários. Segundo a PF, as duas colônias somam 300 cadastrados para recebimento do seguro-defeso, que é um benefício concedido durante os meses em que os pescadores não podem exercer a atividade. Desses, pelo menos 160 apresentam indícios de alguma irregularidade, e por isso a investigação continua. Além de receber o defeso, associados das colônias podem ter usado documentos fraudados para comprovar tempo de serviço e solicitar aposentadoria. — Alguns pedidos de aposentadoria apresentaram recibos datados de 1970, por exemplo, antes ainda da constituição da colônia. Alguns documentos foram obtidos por advogados, que também vão prestar explicações sobre a origem desses comprovantes — explicou o chefe da delegacia da PF de Criciúma, Nelson Napp. Na Colônia de Pesca Z-20, em Balneário Gaivota, 180 pedidos de seguro defeso foram solicitados este ano, segundo o presidente Lirio Osvaldo Freitas de Oliveira. De acordo com ele, os documentos levados pela PF dizem respeito a pedido de aposentadoria, e não a respeito do seguro. A reportagem não conseguiu contato com nenhum representante da Colônia Z-16, em Araranguá. Desde 2015, a habilitação e a concessão do seguro-defeso são fiscalizadas pelo INSS e geridas pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O crime investigado pela Polícia Federal é o estelionato majorado, previsto no artigo 171, cuja pena pode chegar a mais de seis anos de reclusão. Os pescadores artesanais recebem esse benefício, de um salário mínimo, nos meses em que a pesca é proibida. Segundo Napp, ainda não há uma estimativa do valor fraudado. Leia todas as publicações de Lariane Cagnini

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Artur Moser, Santa

Criciúma pode ter coleta seletiva em toda cidade até o fim do ano

Por Lariane Cagnini

19/02/2018 - 10h38

A Fundação do Meio Ambiente de Criciúma (Famcri) em parceria com a RAC Saneamento e Tecnologia Ambiental quer ampliar a coleta seletiva. A meta é abranger toda a cidade até o final do ano. Em 2017, a melhoria nas rotas de recolhimento ampliou de 45% para 75% o atendimento nos bairros. A presidente da Famcri, Anequésselen Bitencourt Fortunato, não tem dados exatos sobre o número de casas em que é feita a separação dos resíduos, mas a fundação trabalha em um levantamento para traçar esse perfil. No caso dos prédios, é preciso depositar os recicláveis em um contêiner comum, que é colocado na rua no dia da coleta. Nas residências, basta seguir o calendário conforme a região.  O caminhão da coleta passa durante a semana das 8h às 17h, e sábado das 8h às 12h, um dia em cada bairro e com cronograma diferente da coleta tradicional. O material reaproveitável é enviado para a Associação Criciumense de Catadores e a Cooperativa de Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Criciúma. Pelo menos 35 famílias são beneficiadas com a atividade, trabalhando nestes locais. Como todos os proprietários de imóveis pagam ao poder púbico pela coleta seletiva - a taxa de lixo junto ao IPTU - a ideia é que o serviço beneficie toda população. EM NÚMEROS São 70 toneladas de recicláveis recolhidas por mês na cidade   Pelo menos 1,5 milhão de itens de lixo eletrônico são descartados – o local de coleta é o ecoponto no bairro Sangão.   Pneus, lixo tecnológico, eletrodomésticos e lâmpadas também podem ser entregues na Famcri, no bairro Comerciário.     O calendário da coleta Segunda-feira: Santa Bárbara, Mina do Mato, Rio Maina (São Miguel), Vila Isabel, Centro, Pinheirinho, Boa Vista, Metropol, Rio Maina, Rio Bonito e Vila São Miguel;   Terça-feira: São Luiz, Milanese, Santo Antônio, Operária Nova, Brasília, Argentina, Loteamento Bitencourt, Demboski, Vila Rica, Imigrante, Primeira Linha, Jardim Paineiras, Recanto Verde e São João;   Quarta-feira: Michel, Loteamento Dal Pont, Centro (próximo à praça do Congresso), Catarinense, Estaçãozinha, Jardim Las Vegas, Vila São José, Cidade Mineira Velha, Cidade Mineira Nova, Jardim Angélica, Vila Macarini e Wosocris;   Quinta-feira: Ana Maria, Ouro Negro, Vida Nova, Jardim Maristela, Nossa Senhora da Salete, Bairro 9, Cruzeiro do Sul, São Cristóvão, Ceará, Próspera, Lote 6,Santa Catarina e Vera Cruz;   Sexta-feira: Pio Corrêa, Comerciário, Monte Castelo, Vila Floresta I, Vila Floresta II, Vila Francesa, Santa Augusta, Universitário, Sangão, Moradas da Colina, Maria Céu e Vila Zuleima;   Sábado: Morro Estevão, 4ª Linha/ HG, Jardim Esteves, Pedro Zanivan, São Domingos, Mina Brasil e São Simão. Fonte: Famcri

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Museu de Zoologia da Unesc monitora animais vítimas da poluição do mar

Por Lariane Cagnini

17/02/2018 - 11h40

Desde a barra do Camacho, em Jaguaruna, até a barra do Mampituba, em Passo de Torres, o Museu de Zoologia da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) monitora e ajuda a preservar a vida marinha. Professores e estudantes de biologia acompanham as espécies que vivem no local e ajudam a identificar de que forma a poluição as prejudica. Alguns animais já são encontrados mortos, depois de confundirem algum lixo jogado ao mar com alimento, por exemplo.   O trabalho no trecho de 120 quilômetros é feito desde 2003, e uma parceria com a Polícia Ambiental garante que boa parte dos animais encontrados possa ser levada à universidade para análise. Depois disso, uma parte é destinada ao acervo do museu.  Na coleção dedicada aos animais marinhos, muitos deles foram encontrados com vestígios de interação com o homem. — Existem as mortes naturais, mas muitas ocorrem pela ação humana, como no caso de um animal que fica preso em uma rede, não consegue ir à superfície respirar e morre afogado, além de sofrer lesões causadas pelas redes e cordas. No caso de animais maiores, como o lobo-marinho, já houve casos de encontrarmos projéteis de arma no corpo, marcas de agressão e de pauladas — conta o biólogo Rodrigo Ribeiro Freitas, do Museu. Óleo e esgoto são alguns dos inimigos As espécies que costumam interagir com as redes de pesca - lobo-marinho, tartaruga, golfinhos, toninhas e pinguins - são as que mais apresentam lesões. Elas são atraídas pela quantidade de peixe concentrada em um único lugar e querem aproveitar a fartura. Em algumas situações os animais de maior porte acabam agredidos pelos pescadores, para que se afastem do cardume.  Outra espécie bastante encontrada na região, e que faz parte do acervo, é o pinguim-de-magalhães. A coordenadora do museu, professora Morgana Cirimbelli Gaidzinki, explica que às vezes uma embarcação mal regulada, que libera uma quantidade mínima de óleo na água, já é uma ameaça principalmente às aves. O óleo gruda nas penas e pode dificultar o voo. Em contato com o sol pode causar queimaduras e se ingerido, intoxicar. — Ao tentar se limpar ele ingere esse óleo e se intoxica. Trabalhamos essas e outras questões. Muitas vezes as pessoas não têm conhecimento de como essas ações podem interferir na vida animal — explica a professora. As tartarugas marinhas também são vítimas do lixo no oceano. Ao confundir sacolas plásticas com algas, por exemplo, elas as ingerem e o organismo não consegue eliminar. O animal não consegue se alimentar e vai morrendo. Outra descoberta que surpreendeu os pesquisadores foi a quantidade de vermes encontrados em algumas deles, em decorrência da água contaminada de esgoto humano que vai parar no oceano. Areia é local de descanso para os animais A equipe do Museu de Zoologia trabalha também no protocolo de encalhes da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, que abrange o território costeiro. A cada trecho, uma universidade fica responsável por monitorar as espécies e acompanha a Polícia Ambiental na remoção de animais encontrados mortos na praia, para levá-los a estudo. Quando um deles é achado com vida e precisa de reabilitação, é encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) ou ao projeto Tamar, ambos em Florianópolis. Os técnicos orientam que quando uma pessoa se depara com um animal, deve observar de longe se tem alguma lesão aparente, sem se aproximar. Segundo o comandante da Polícia Militar Ambiental de Maracajá, tenente João Hélio Schneider, é comum que alguns deles se desloquem até a faixa de areia para descansar. A praia é o habitat natural de espécies, e elas fazem essas pausas durante ações migratórias. A interação com os animais não é recomendada, e muito menos a remoção. A equipe do museu conta já ter sido acionada para recolher pinguins em diversos locais inusitados, até mesmo paradas de ônibus próximo a lagoas e até em casas, dentro do freezer, o que não é recomendado. Se o animal estiver bem, basta deixá-lo descansar. Em caso de dúvida, deve-se entrar em contato com o órgão ambiental do município. Plástico, corda e tampinhas

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© 2017 NSC Comunicação
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