Florianópolis
Estela Benetti

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Especialista na economia de Santa Catarina, traduz as decisões mais relevantes do mercado, faz análises e antecipa tendências que afetam a vida de empresários, governos e consumidores.

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Delton Batista, novo presidente da ADVB/SC: "Valor no centro da estratégia"

Por Estela Benetti

24/02/2018 - 18h37

Investimentos em marketing e vendas devem focar geração de valor e Santa Catarina precisa fortalecer marcas nos mercados interno e externo. Com atenção a essas prioridades, o executivo Delton Batista, diretor de Negócios da NSC Comunicação, assume terça-feira a presidência da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB-SC). Economista graduado na Universidade de Blumenau com MBA pela FGV/Ohio University (EUA), ele sucede Daniel de Oliveira Silva à frente da entidade, que ampliou a diretoria para 43 integrantes visando mais projetos. Na posse, às 19h30min na sede da Acate, a ADVB vai lançar manifesto em prol da construção de marcas.  A seguir, entrevista com Delton Batista (aqui, em vídeo):  O que motivou o senhor a aceitar o desafio de liderar a ADVB/SC? Eu participo da entidade há 15 anos e estou na diretoria há oito. Há alguns anos eu vinha sendo sondado para assumir a presidência e chega um momento em que você precisa dar uma contribuição mais efetiva. E me inspira muito a ideia de imprimir um estilo que tem a ver com o meu DNA comercial. A entidade é de marketing e vendas e acaba que, pelas premiações, prepondera mais o marketing e menos a estratégia comercial, dos resultados, a consistência de geração de novos negócios. Eu quero dar mais luz a essa temática, equilibrar mais marketing e vendas e, principalmente considerar o atual momento. A ADVB, nos últimos dois anos, teve como lema “A estratégia que move mercados” porque as empresas estavam enfrentando a recessão. Agora, nesse momento que o Brasil começa a acelerar, o nosso lema é “Estratégias que geram valor”. Marketing e vendas melhoram os resultados das organizações, por isso vamos colocar geração de valor no centro da estratégia. Santa Catarina tem produtos e serviços de qualidade e excelência, mas isso é menos do que a gente pode fazer. O mundo nos dá prova de que quem consegue construir marcas consegue agregar muito mais valor do que quem apenas produz com qualidade.  E o que vocês pretendem fazer para que SC projete mais suas marcas no Brasil e no mundo? O ponto de partida dessa pauta será o lançamento do que chamamos de um manifesto em prol do desenvolvimento e da construção de marcas. O plano é lançar no dia da posse. A ADVB está liderando, mas esse manifesto é assinado por uma série de entidades que representam a indústria, o comércio, os serviços, o agronegócio, a tecnologia, o turismo e outros para que a gente desperte em todas as lideranças essa ideia. Todos precisam sair do evento de terça com esse compromisso. Vencido o desafio de fazer produtos incríveis, de alta qualidade, é hora de transformá-los em marca para que as pessoas saibam o que fazemos. Temos os exemplos dos nossos  Personalidades de vendas ADVB. Todos começaram pequenos negócios e construíram marcas de altíssimo reconhecimento, como a Sônia Hess com a Dudalina, o Jaimes Almeida com a Almeida Junior, o Beto Barreiros com o Box 32 e os outros. Queremos inspirar as empresas para ter marcas globais. Queremos motivar até as pessoas para que trabalhem suas marcas pessoais. Nós tivemos no Estado a fase da produtividade, qualidade e excelência. Isso a gente conquistou, mas design, inovação e marca, que são mais intangíveis, ainda não estão tão presentes. Já temos muitos eventos para pensar a empresa da porta para dentro. Agora, temos que pensar a empresa mais da porta para fora.  Com que instituições vocês firmaram parcerias? Temos uma parceria com a ESPM, que continua na área de capacitação. Firmamos um acordo com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que é acessado aquém do que poderia em SC, geralmente para produtos industriais e não marcas. Vamos orientar as empresas a registrarem suas marcas. Firmamos parcerias também com o Conselho de Representantes Comerciais, a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), o Sebrae-SC e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). No caso da Acate, o objetivo é auxiliar startups a avançar em vendas. Vender mais é um desafio de quase todas as startups em todo o mundo.  Vem novidade nas premiações? Vamos continuar com o Top de Marketing e Vendas, que é o Oscar da área de vendas de SC, o Personalidade de Vendas, que reconhece o empresário de maior expressão na área mercadológica e o Empresa Cidadã, que este ano completa 20 anos com a temática social, o que é de grande impacto positivo nas comunidades. Além disso, vamos lançar um novo prêmio, o de Profissional de Marketing e Vendas, para reconhecer as lideranças na área.  A ADVB tem tradição por promover palestras com personalidades do exterior. Quem vocês planejam trazer? Vamos ter o evento Marketing Mix, que tem uma programação forte. Além disso, vamos ter dois palestrantes internacionais. Um professor da Columbia University, que lançará um livro sobre  gestão de marcas para executivos tendo um brasileiro como co-autor e trazendo como um dos cases a catarinense Volvo Dimas. Outro evento será com o diretor de centro de formação da Nasa, falando sobre como pensar o futuro fora da caixa. Teremos ainda um painel de ideias sobre a influência de youtubers, plataformas de engajamento.    Como o senhor vê o cenário econômico para Santa Catarina e o Brasil este ano? Pela ADVB temos contatos com empresários de todos os setores da economia. O otimismo prevalece no sentido de que o país e a sua atividade econômica são maiores do que as dificuldades do meio político. Há uma crença de que muito pode ser feito pelo Brasil este ano e Santa Catarina terá oportunidades muito grandes. Podemos fazer com que o Brasil reconheça mais marcas catarinenses e o Estado pode ser exemplo de um país que dá certo. Leia todas as publicações de Estela Benetti

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Atividade econômica de SC cresce 4,2% em 2017

Por Estela Benetti

23/02/2018 - 01h52

A pesquisa do Banco Central sobre o desempenho da economia de Santa Catarina, o Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR-SC) indicou que o Estado teve crescimento de 4,2% no ano passado. A variação ficou bem acima da média nacional que teve alta de 1,04%. Na comparação de dezembro com o mesmo mês do ano anterior o Estado registrou alta de 5,93% enquanto o Brasil cresceu 2,14% nesse mesmo período. Frente ao mês anterior, novembro, subiu 0,62%. Esse índice, considerando uma prévia do PIB, é baseado nos dados do IBGE sobre os desempenhos da agricultura, indústria, comércio e serviços e foi divulgado pelo Observatório da Indústria de SC.  O resultado do ano passado sinaliza que SC obteve a melhor média de crescimento do país. Uma das razões do crescimento é a maior confiança do empresário industrial catarinense. O Índice de Confiança do Empresário da Indústria (ICEI) alcançou 63,1 pontos este mês, com alta de 2,6 pontos, segundo  o levantamento feito pela Federação das Indústrias ( Fiesc). Na avaliação do economista e consultor de Economia da Fiesc, Paulo Guilhon, a indústria, o comércio e a agropecuária foram os setores que mais impulsionaram a economia de SC no ano passado. Um pouco menos cauteloso do que outros economistas, Guilhon acredita que SC vai continuar crescendo acima da média do país. Se o PIB nacional avançar 3%, o Estado pode crescer em torno de 5% se mantém a média anterior.  - O empresário está mais confiante no crescimento, a inflação caiu, os juros estão mais baixos e isso ajuda na retomada dos investimentos - diz Guilhon.  Para ele, os setores industriais que mais ajudaram na alta do PIB foram os de metalurgia, alimentos e têxteis. Este último é um grande geradores de empregos.  Além disso, o cenário favorável as exportações ajuda. Segundo ele, a economia dos Estados Unidos, principal mercado de SC lá fora, está em alta com as medidas do presidente Donald Trump.  Nova área  A renovação de área no segundo piso do Beiramar Shopping terá 10 operações e vai gerar cerca de 300 novos empregos. Quem já está abrindo no espaço é o restaurante Jazzim, um investimento de R$ 1,5 milhão. Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Cortes de gastos do governo de SC são bem recebidos Designer catarinense participa de evento em Nova York

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Indústria de doces de Braço do Norte cresce 11% e planeja expansão

Por Estela Benetti

23/02/2018 - 00h49

A Áurea Alimentos, de Braço do Norte, que se destaca no mercado com a industrialização de doces como geleias, doce de leite, goiabada, linha festa, refrescos e itens para indústrias de alimentos, fechou 2017 com crescimento de 11% em volume. Para este ano, a meta é crescer ainda mais em função dos novos investimentos. A companhia destinou R$ 5 milhões para aprimorar o parque fabril e ampliar a capacidade produtiva no último ano. A nova unidade para derivados de leite começa a operar mês que vem. Além disso, a empresa investe mais R$ 2 milhões na quarta unidade fabril para produzir misturas em pó para a linha de refrescos. A Áurea oferece 300 empregos diretos, mais cerca de 260 indiretos na equipe de vendas no país e 170 no setor rural, especialmente produtores de leite do Sul do Estado e da Serra de SC que fornecem diariamente 35 mil litros de leite. Na foto, a partir da esquerda, o diretor Arley José Felipe, a gerente de marketing Schirlei Osmarini, o diretor comercial Marcel Torres Felipe e o gerente de vendas Anderson Aguiar.  ExcelênciaSC A empresária Maria Carolina Linhares, de Florianópolis, assume na próxima sexta feira à presidência do Movimento Catarinense pela Excelência (ExcelênciaSC), sucedendo Roberto Zardo. O evento, as 10h30min no Il Campanário, em Jurere Internacional terá palestra do presidente da Natura, Luiz Seabra. Inscrições podem ser feitas até quarta-feira. Negócios no Panamá  Além dos países asiáticos, outros se articulam para oferecer oportunidades de negócios a preços competitivos. Um desses países é o Panamá. Por isso a Fecomercio SC inicia domingo uma missão ao país, que inclui visita à feira Expocomer, a centros logísticos e a instituições locais. No Panamá e possível importar, exportar e produzir.  Desafios do agro Em evento nacional ontem em Florianópolis, o presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária, João Martins, e os presidentes das federações estatuais do setor,    discutiram os entraves que prejudicam o setor. Conforme Martins, mais uma vez a safra vai ser boa, mas o custo do crédito agrícola acima da taxa Selic que está em 6,75% ao ano, prejudica o setor. O presidente da Federação da Agricultura de SC, José Zeferino Pedrozo afirmou que na Região Sul, o baixo preço do leite desanima os produtores. Mas ano passado, a supersafra teve peso fundamental na queda da inflação e, este ano, os baixos preços do agri estão ajudando de novo. Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Cortes de gastos do governo de SC são bem recebidos Designer catarinense participa de evento em Nova York

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Extinção da secretaria de Articulação Internacional pode ter impacto negativo

Por Estela Benetti

23/02/2018 - 00h44

Dos cortes anunciados pelo governador Eduardo Moreira quarta-feira, um que pode ter impacto negativo é a pasta de Articulação Internacional. Isso porque é fundamental ampliar a internacionalização da economia catarinense e brasileira para gerar mais riqueza. Basta ver que hoje cerca de 80% do PIB da Alemanha, um dos países com economia mais rica e sólida, vem de negócios com o exterior. No Brasil, é menos de 20%. Além disso, o secretário Carlis Adauto Virmond vinha fazendo um excelente trabalho, com forte foco na economia, sem esquecer outros pilares como a educação e a cultura. Para o presidente da Fiesc, Glauco José Corte, sem a secretaria, essa função deve ser desempenhada por um executivo, um cargo específico de diretoria ou outra solução. O industrial afirma que o trabalho feito por Virmond projetava o Estado no país e exterior, o que é necessário.  Usinas solares nas indústrias  Acontece na manhã de hoje, na reunião da diretoria da Fiesc o lançamento da segunda etapa do programa  de investimentos em energia fotovoltaica numa parceria da Engie Solar, Celesc e WEG.  O primeiro foi para financiar usinas solares para empregados de indústrias. Agora, será para grandes e médias empresas do setor. O BRDE vai financiar os projetos e o custo será bem atrativo, antecipou uma fonte para a coluna. Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Cortes de gastos do governo de SC são bem recebidos Designer catarinense participa de evento em Nova York

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Designer catarinense participa de evento em Nova York

Por Estela Benetti

22/02/2018 - 16h31

O Brasil foi representado por uma designer catarinense no evento Digital Couture Project, realizado em Nova York pela Epson, marca japonesa de impressoras. Michele Gevaerd (D), diretora criativa e sócia da Lua Luá, marca de sleep e loungewear de Brusque, levou suas criações da coleção inverno 2018 para o encontro que reuniu designers de marcas das Américas. O evento, que antecede a New York Fashion Week, foi realizado no Pier 17, em Manhattan, no início deste mês. Michele, que se destaca pela criatividade, chamou atenção por utilizar com talento a tecnologia de sublimação, que permite criar estampas com base em eventos da natureza. A coleção inspirada na aurora boreal foi fotografada na Finlândia. O evento em NY incentiva o uso da sublimação no design.  Negócios no Rio Acontece hoje à noite a abertura oficial da exposição Entre Contrastes, promovida pelo Sebrae/SC no Rio de Janeiro para abrir portas ao artesanato ecológico de SC. Haverá rodada de negócios para impulsionar vendas e os alimentos servidos em coquetel serão típicos de Santa Catarina. Segundo o diretor de Administração e Finanças do Sebrae/SC, Sérgio Cardoso, o objetivo é promover os pequenos negócios do Estado. R$ 5,8 bi em plásticas Números da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica confirmam que em 2016, nos Estados Unidos (1.480.314 procedimentos) e no Brasil (1.450.020 procedimentos) foram feitos quase o mesmo número de procedimentos. Então, se consideramos os preços mais baixos por cirurgia, cerca de R$ 4 mil, o total de cirurgias gerou faturamento próximo de R$ 5,8 bilhões naquele ano. Começa hoje e vai até domingo, no Costão do Santinho, em Florianópolis,   o 10º ABAM – American-Brazilian Aesthetics Meeting, que reunirá mais de 300 cirurgiões brasileiros,  dos EUA e Europa para discutir novos procedimentos e tecnologias.  Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Veto ao refinanciamento fiscal para micro e pequenas empresas deve ser derrubado dia 6 de março Fazenda vai priorizar verbas para a saúde e desonerar produção  

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Cortes de gastos do governo de SC são bem recebidos

Por Estela Benetti

22/02/2018 - 02h41

Como a população e o setor privado estão cada vez mais críticos e vigilantes sobre o destino dos recursos dos impostos diante de tanta escassez para serviços essenciais, as medidas de contenção de despesas anunciadas ontem pelo governador em exercício Eduardo Moreira foram bem recebidas por lideranças do Estado.  Entre as entidades empresariais que se manifestaram favoráveis às medidas estão a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc), a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) e a Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio-SC).  – Não podemos ter estruturas por todo o Estado com toda a tecnologia existente hoje. É necessário se fazer mais com menos – afirmou o presidente da Facisc, Jonny Zulauf, para quem o corte de gastos é uma reivindicação antiga do setor empresarial.  O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, afirmou que qualquer iniciativa que visa reduzir despesas são oportunas, mas as que foram anunciadas não são suficientes.  – O grande problema do setor público, hoje, é a governança. Ele precisa fazer um grande esforço para melhorar a competitividade. A gente sabe que isso e difícil porque envolve muitos atores, outros poderes e até a iniciativa privada. Mas o caminho é esse, enxugar o que não seja essencial. Essas medidas precisam ser acompanhadas de um modelo de governança, que defina foco, prioridades e capacidade de inovação – afirmou Côrte.   Sobre a informação de que a folha do Estado terá um crescimento vegetativo de R$ 650 milhões este ano, o presidente da Fiesc disse que uma alternativa para conter essa alta pode ser congelar alguns benefícios para servidores de setores que não são essenciais ao atendimento público, ou seja, que não integram a educação, saúde e segurança, que são as prioridades. Também é preciso buscar outras formas de remuneração. O industrial avaliou como muito positiva a iniciativa de fazer parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) para usar mais tecnologia no setor público e isso pode ser feito com outros setores. A Fiesc é parceira do Estado na Investe SC, a agência de atração de investimentos. O presidente da Fecomércio-SC, Bruno Breithaupt, também viu com bons olhos a disposição de enxugamento da máquina pública anunciada ontem pelo governador Eduardo Moreira.  – No entanto, algumas secretarias estratégicas para atrair investimentos ao Estado também foram congeladas. A entidade entende que essas secretarias e agências devem ser absorvidas por estruturas já existentes para que, de fato, signifiquem um corte no gasto público, mas sem comprometer o trabalho executado. Seguramente, a máquina pública pode ser melhor planejada para que os recursos sejam utilizados em prol dos catarinenses, com atendimento prioritário à saúde, segurança e educação – disse Breithaupt.  Sobre o fechamento de mais ADRs no Oeste, uma fonte da região disse que os impactos positivos eram mínimos em diversas cidades, por isso não farão falta.   AN 95 anos  O A Notícia, que integra a rede de jornais da NSC Comunicação, está completando 95 anos, sempre focado em informar os fatos relevantes para a comunidade de Joinville e região. Para marcar esta importante data, convidamos empresários e lideranças para o evento Cenário 2018: Perspectivas sobre Economia e Política. Será segunda-feira, às 18h30min, na Associação Empresarial de Joinville. Eu e os colegas Moacir Pereira, Cláudio Loetz, Jefferson Saavedra e Rafael Custódio vamos trazer informações, análises e opiniões ao público. Abordarei grandes dívidas do governo de SC e o risco que elas representam para o equilíbrio das contas públicas. Fiesc em grupo dos EUA Uma teleconferência hoje marca a estreia da Fiesc e do Senai em novo Grupo de Trabalho Espacial do Diálogo Industrial de Defesa, que envolve setores público e privado do Brasil e dos Estados Unidos e é  liderado pela CompTIA, uma associação de empresas de tecnologia e defesa dos Estados Unidos. O objetivo do grupo é explorar parcerias em lançamento, satélites e P&D espacial, e tem a participação dos departamentos americanos de Comércio, Defesa e Estado; os ministérios brasileiros de Defesa, Indústria e Comércio e Ciência e Tecnologia, NASA, AEB, INPE, forças armadas e indústrias do setor dos dois países. Isso resultou da parceria firmada na missão da Fiesc aos EUA, semana passada, que teve à frente o presidente Glauco José Côrte. Esse interesse envolve o Instituto Senai de Tecnologia Embarcada, que presta serviço para a Embraer, que negocia associação com a americana Boeing.  Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Veto ao refinanciamento fiscal para micro e pequenas empresas deve ser derrubado dia 6 de março Fazenda vai priorizar verbas para a saúde e desonerar produção

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Veto ao refinanciamento fiscal para micro e pequenas empresas deve ser derrubado dia 6 de março

Por Estela Benetti

21/02/2018 - 13h06

A reunião do presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, Jorginho Mello, com o presidente do Senado, Eunício Oliveira e o líder do governo, Romero Jucá, serviu para definir uma data para derrubar o veto presidencial ao projeto, o dia 6 de março. Eunício disse que não vê sentindo esse veto ao parcelamento das dívidas de empresas do Simples. Além de Jorginho, outro catarinense presente na reunião foi o presidente da Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de SC (Fampesc), Alcides Andrade. Esse pleito do Refis ao segmento partiu de SC e tem apoio do presidente do Sebrae nacional, Afif Domingos.  Mais PPPs Na reunião com industriais, ontem, o presidente Michel Temer detalhou as medidas que o governo anunciou para impulsionar a economia. O presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, defendeu a aceleração das parcerias público-privadas  para ampliar investimentos e geração de emprego. O industrial de SC citou a importância que o governo federal tem dado à educação, com a reforma do ensino médio. Investimento coreano A empresa coreana Korea System Business, a KSB, planeja investir US$ 2 bilhões no Estado em parque fabril para produzir itens voltados à eficiência energética, incluindo equipamentos de LED e itens para energia fotovoltaica. O protocolo de intenções foi assinado ontem pelo presidente da KSB, Jong-Bok Park e o governador Eduardo Moreira. Enquanto o governador falou das melhores condições de SC para receber o projeto, Park disse que o acordo vai permitir à empresa conhecer um pouco mais do apoio local ao projeto.  Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Líderes industriais se reunirão com Temer e cobrarão reformas Fiesc encaminha parcerias com instituições dos EUA na área de educação e tecnologia

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Fazenda vai priorizar verbas para a saúde e desonerar produção

Por Estela Benetti

21/02/2018 - 11h07

O novo secretário de Estado da Fazenda de Santa Catarina, o auditor fiscal Paulo Eli, que foi empossado na última terça-feira à tarde pelo governador Eduardo Pinho Moreira em evento que lotou o Teatro Pedro Ivo, informou que vai priorizar recursos à saúde, segurança, educação e manutenção de rodovias. Para atender isso, espera efeitos dos cortes de despesas que o governador anunciará na manhã desta quarta-feira e também crescimento da arrecadação acima da inflação em função do fim da crise. Paulo Eli, que sucede Renato Lacerda na pasta, disse que a expansão tributária no futuro será buscada com apoio ao crescimento da economia por meio da criação de novos programas de desoneração da produção de bens, principalmente para agricultura e indústria, contar com os atuais Prodec e Pro-Emprego e incentivar a indústria 4.0. Segundo ele, Santa Catarina liderou a geração de empregos no Brasil ano passado graças ao programa Pro-Emprego.  No evento também foi empossado o secretário-adjunto da Fazenda, Marco Aurélio Dutra. Entre os presentes, os prefeitos de Florianópolis, Gean Loureiro, e de Joinville, Udo Döhler, os ex-governadores Casildo Maldaner e Paulo Afonso Vieira, todos do PMDB, além de lideranças empresariais de várias regiões do Estado.  Conforme Paulo Eli, é da Fazenda o desafio de colocar todas as contas do Estado em dia. As contas de todas as secretarias são, na verdade, do Tesouro do Estado. Está certo que a saúde receberá 14% da receita, afirmou.   – É possível repassar 14% para a saúde, mas outras áreas ficarão descobertas. Vamos trabalhar depois essas outras áreas. A dívida da saúde entra nesses 14%, mas terá que ser equacionada, num ano a gente não consegue pagar essa dívida – disse o secretário após a posse, admitindo um parcelamento maior desse débito.  As contas do Estado pioraram muito no ano passado porque as despesas subiram mais do que as receitas, explicou ele. Para este ano, a expectativa é estabilizar as despesas e elevar a receita, alcançando crescimento real de 6% a 7%. Para dar uma ideia do arrocho, citou que em 2017 a receita própria do Estado alcançou R$ 23,618 bilhões, inferior aos R$ 23,996 bilhões de 2014.  Para que Santa Catarina siga atraindo investimentos, o governo manterá a política de não elevar a carga tributária e lançará o Programa Indústria 4.0 – Manufatura do Conhecimento, para estimular as indústrias a investirem em inovação e, assim, acelerar o crescimento e as exportações. Também serão implementadas medidas para simplificar a legislação tributária e os casos de renúncia fiscal serão reavaliados.  Com ampla experiência na Fazenda, os auditores Eli e Marco Dutra terão dez meses para buscar o equilíbrio nas contas do Estado e na prestação de serviços aos catarinenses.   Joinville lidera Entre os que comemoram a decisão do governador Eduardo Moreira de elevar para 14% os gastos em saúde está o prefeito de Joinville, Udo Döhler. Ao sair do evento de ontem, ele ressaltou que Joinville é o município do Brasil que mais destina recursos à saúde, 42% da receita. Isso porque tem o Hospital São José, que presta serviço de medicina de alta complexidade para a região, função que deveria ser do Estado.  – Nós vamos reforçar esse nosso pleito para reduzir essa desigualdade que se acentuou nos últimos anos. Joinville aplica na saúde praticamente o dobro do que a média dos outros municípios – diz Döhler.  Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Líderes industriais se reunirão com Temer e cobrarão reformas Fiesc encaminha parcerias com instituições dos EUA na área de educação e tecnologia  

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Políticos vão se surpreender e população vai gostar, diz Pinho Moreira sobre cortes

Por Estela Benetti

21/02/2018 - 02h27

No final da tarde desta terça-feira o governador Eduardo Moreira se reuniu com os secretários da Fazenda, Paulo Eli, chefe da Casa Civil, Luciano Veloso, e o secretário de Administração, Milton Martini, para definir os últimos detalhes dos cortes que serão anunciados na entrevista coletiva desta quarta-feira, às 10h, no Centro Administrativo. Em entrevista à NSC TV, ao falar sobre os cortes, Moreira disse que os políticos vão se surpreender e a população vai gostar. Para destinar R$ 500 milhões a mais para saúde, o Estado terá que arrecadar pelo menos R$ 1,5 bilhão extra, explicou o ex-secretário da Fazenda Renato Lacerda. Novo Geração Tec Uma das novidades do Estado para a área de tecnologia é o lançamento da segunda edição do programa Geração Tec. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Carlos Chiodini, serão formados 7 mil profissionais numa parceria com o Senac, instituição da Fecomércio SC. Na primeira edição, que começou em 2011, a parceria foi com a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) e foram formadas 6.837 pessoas, das quais 95% conseguiram emprego. Com a saída de Marco Aurélio Dutra para ser o adjunto da Fazenda, quem assumiu como secretário-adjunto na SDS foi o jornalista Fábio Lima. Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Líderes industriais se reunirão com Temer e cobrarão reformas Fiesc encaminha parcerias com instituições dos EUA na área de educação e tecnologia

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Fiesc encaminha parcerias com instituições dos EUA na área de educação e tecnologia

Por Estela Benetti

20/02/2018 - 15h19

Na missão que a Fiesc fez aos Estados Unidos na semana passada visitando parte dos principais centros de referência do país, conseguiu encaminhar parcerias voltadas à educação de ponta, tecnologia e inovação. Conforme o presidente da entidade, Glauco José Côrte, um técnico do Senai vai retornar à Nasa na próxima semana para avançar em negociação de parceria na área de educação.  – Me surpreendeu o fato que a Nasa trabalhar com educação infantil e educação fundamental no sentido de estimular jovens americanos a seguir uma carreira científica. Eles se interessaram no Movimento Santa Catarina pela Educação – disse Côrte.  No MIT, em Boston, a Fiesc também encaminhou parcerias. Estudantes de lá poderão fazer estágios em indústrias de SC e estudantes daqui poderão estudar na instituição americana.  Acordo no TRT-SC O Brasil tem muitos problemas, mas uma greve que precisa ser evitada é a do pessoal de transportes de valores. Por isso um acordo firmado na última semana no TRT-SC entre o sindicato patronal e o laboral da categoria resolveu as pendências e o risco de paralisação foi evitado.  Agro em alta Florianópolis vai sediar evento da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) quinta-feira. Os anfitriões serão o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo, e o presidente da CNA, João Martins. Apesar de grandes obstáculos, especialmente em logística, o setor continua em alta. A safra atual será maior do que o estimado.  Menos energia A Embraco, de Joinville, lançou na feira ATMOsphere, em Tóquio, Japão, uma nova tecnologia que reduz o consumo de energia para refrigeração comercial em mais de 30%. Trata-se da solução Plug N’Cool, já utilizada pela rede MIG Atacarejo. A empresa adotou em uma das lojas unidades seladas com a tecnologia e reduziu o consumo de energia em 37% e teve aumento de 25% da área de exibição de produtos. A Embraco tem 11 unidades no mundo e 1,7 mil patentes vigentes.  Leia todas as publicações de Estela Benetti Veja também: Ações trabalhistas caem mais de 50% em SC após a reforma Boas safras estabilizam compra de tratores em SC

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