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Os fatos mais importantes de Chapecó e região em destaque. A política, a economia, a segurança e o cotidiano do Oeste de Santa Catarina pelo olhar de quem conhece a região.

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Projeto da Embrapa: "película" para ovos permitirá dobrar a validade do produto

Por Darci Debona

24/02/2018 - 15h14

Uma pesquisa para dobrar a vida útil de dos ovos de galinha é um dos 59 projetos que estão em execução na Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia. Destes, 41 estão sob a liderança da unidade catarinense e 18 em parceria com outras unidades. O projeto Nanovo – Desenvolvimento de recobrimento nanoestruturado em ovos comerciais – iniciou há dois anos. A pesquisadora Helenice Mazzuco, que há 23 anos trabalha na Embrapa e é pós-doutora em Nutrição, observou algumas películas que eram utilizadas para aumentar a vida útil da maçãs e decidiu fazer uma pesquisa inédita para aumentar a vida útil dos ovos. Ela estabeleceu uma parceria com a TNS Nanotecnologia S.A., que forneceu os biopolimeros comestíveis que foram utilizados na pesquisa. A pesquisadora passou, então, a desenvolver a melhor “receita” dos ingredientes para a colocação do revestimento. Depois, o produto foi aplicado com spray ou imersão. A aparência do ovo com o microfilme é mais brilhosa do que o ovo ao natural. Uma pesquisa sobre aceitação nos supermercados foi realizada e, enquanto alguns clientes não aprovaram a novidade, outros gostaram da invenção. Durante oito semanas a pesquisadora avaliou se houve alteração no formato, textura e propriedades nutricionais. - Conseguimos maior tempo de prateleira sem alterar as propriedades nutricionais e nem o sabor, isso é importante por exemplo para podermos ampliar as exportações, pois a validade aumenta de quatro para oito semanas com o biofilme – explica Helenice. Ela conta que ainda não há um cálculo de o quanto isso vai impactar no preço do produto. Inicialmente esse custo é alto, mas acaba diluído a partir da produção em grande escala. O desafio agora é desenvolver uma máquina que aplique o revestimento. A empresa Fornari Ltda, de Concórdia, está desenvolvendo o equipamento. - Precisamos de uma máquina que possa aplicar o biofilme em grande escala. Acreditamos que em dois anos o produto poderá estar no mercado – avalia a pesquisadora, que é uma das 49 que trabalham na Embrapa Suínos e Aves, além de 206 funcionários. Um espaço de pesquisas A unidade da Embrapa foi criada em 1975 e conta com 51 mil metros quadrados de área construída em 210 hectares Neste complexo há laboratórios que servem para pesquisas sobre poluição do meio ambiente, impacto das criações no efeito estufa e mapeamento genético de suínos e aves visando ao aumento de produtividade. Essas pesquisas ajudaram Santa Catarina se tornar uma das referências mundiais na criação de suínos e aves. Somente no ano passado o Estado exportou 276 mil toneladas de carne suína e 971 mil toneladas de carne de frango, totalizando US$ 2,6 bilhões. O consumidor também percebeu algumas mudanças bem práticas da carna servida em casa, graças ao projeto de desenvolvimento do suíno light, há 18 anos. Nesse período o nível de gordura dos suínos, que produziam muita banha, acabou diminuindo cerca de 30%. O percentual de carne marga subiu de 50% para 62%. Isso é um exemplo da importância da pesquisa tanto para o setor produtivo quanto para o consumidor. Pesquisas que começam a ser ameaçadas por cortes de recursos adotados pelo governo federal, pois já há sinais de falta de equipamentos e materiais na unidade. Leia todas as publicações de Darci Debona

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Embrapa: pesquisa busca destinação correta de animais mortos

Por Darci Debona

24/02/2018 - 15h13

Uma outra pesquisa da Embrapa busca ajudar a resolver um dos problemas mais comuns em propriedades rurais - a destinação de animais mortos. A unidade vem desenvolvendo pesquisas com equipamentos que podem auxiliar o produtor a ter um descarte adequado, preservando a sanidade dos rebanhos e evitando a poluição dos mananciais. Na unidade da Embrapa Suínos e Aves o projeto de Tecnologia de Destinação de Animais Mortos testa um incinerador que vai até 800 graus e reduz o volume a 1% do total, mas que tem um grande gasto de energia; um desidratador que retira água dos animais mortos e reduz o volume a 30%, que pode ser utilizado como fertilizante; um rotoacelerador - que tritura as carcaças - e outro aparelho que as decompõe e transforma em líquido. – São processos que inativam bactérias potencialmente poluidoras. O problema é o custo de alguns equipamentos que pode variar de R$ 10 mil a R$ 100 mil. Estamos pesquisando a viabilidade econômica, o uso como fertilizante, biocombustível e também como ração – explicou o pesquisador Everton Krabbe. A Embrapa monitora um projeto piloto no país que é o recolhimento de carcaças nas propriedades por uma empresa de Seara, gerando biocombustível a partir da gordura e ração. Esse projeto só foi possível graças a uma mudança na legislação, que permitiu o recolhimento nas propriedades rurais. O único problema é que em março termina o prazo de vigência do projeto. A Embrapa está solicitando junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a renovação por mais um ano, para concluir os trabalhos. Inicialmente o recolhimento nas propriedades - que é gratuito - fica inviável economicamente. O problema é que a ração para fertilizante não dá o retorno esperado. Seria mais rentável vendê-la para alimentar outros animais. Mas isso não é permitido pela legislação brasileira e ainda gera uma reação negativa no mercado, principalmente o exportador de suínos e aves. Krabbe explica que há países interessados no produto, que está pesquisando esse uso, mas seria necessária uma alteração na legislação para o produto ser certificado pelo Ministério da Agricultura. O pesquisador afirma que antigamente as propriedades usavam o sistema de compostagem, que era recomendado pela Embrapa, mas atualmente não atende a demanda. – Há 20 anos, granjas tinham cinco mil frangos, agora tem 50 mil. Um produtor que tinha 100 porcas agora possui 500, com isso o sistema de compostagem não dá mais conta – avalia. Outros projetos da Embrapa Biogás - O projeto de transferência de tecnologias para a produção e uso de biogás procura alternativas que permitam reduzir impactos de forma eficiente e, na medida do possível, agregar valor aos resíduos, com gestão da água na propriedade rural, geração de energia limpa (biogás); e produção de fertilizantes orgânicos e organominerais a partir dos resíduos animais. Mapa genético do suíno - ´Trabalha a identificação de genes de interesse para a suinocultura por meio de genotipagem em grande escala e comparação de metodologias de seleção. Sanidade das poedeiras – O projeto boas práticas de produção na postura comercial serve para melhorar a gestão, qualidade e biosseguridade das granjas comerciais de postura. Monitoramento dos javalis – O projeto monitora a população de javalis, orienta sobre o controle populacional e a vigilância sanitária. Algas para suínos: Utilização de biomassa de microalgas para a produção de suínos. É um dos projetos com o objetivo de reduzir a dependência de milho em SC.

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Inaugurado Centro Regional da Defesa Civil de Chapecó

Por Darci Debona

23/02/2018 - 09h45

Foi inaugurado ontem o Centro Regional da Defesa Civil de Chapecó. A estrutura, que custou R$ 853 mil, fica ao lado do radar meteorológico do Oeste, no bairro Desbravador. Os centros regionais estão sendo construídos nas cidades-polo do Estado para reunir os órgãos de defesa civil em um só local e servir como base de resposta em caso de alguma emergência. – Quando tivemos o tornado em Xanxerê, levamos de quatro a seis horas só para nos organizar e vermos como iríamos agir. Agora, com essa estrutura e com os planos de ação, poderemos dar uma resposta melhor e mais rápida – disse o secretário de Defesa Civil, Rodrigo Moratelli. Contorno viário Em entrevista ao Bom Dia Santa Catarina o governador Eduardo Pinho Moreira afirmou que não há recursos para obras novas como o Contorno Viário Leste, em Chapecó, que tem custo superior a R$ 100 milhões. Ele conversou com o prefeito Luciano Buligon e disse que talvez seja mais fácil fazer a continuação do contorno Oeste, ligando a SC 283 com a BR 282, que tem custo estimado em US$ 10 milhões (R$ 32 milhões). No segundo caso a prefeitura está buscando recursos internacionais no Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Uber no Oeste A partir desta sexta-feira, às 14h, a Uber começa a operar em Chapecó. Outra iniciativa de transporte individual que é novidade na cidade é o Garuppa, que foi desenvolvido por um empresário local. Leia todas as publicações de Darci Debona Veja também: Feira no Oeste deve receber 30 mil pessoas em três dias

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Edital para ampliação do aeroporto de Chapecó será lançado na sexta-feira

Por Darci Debona

22/02/2018 - 13h08

O edital para ampliação do aeroporto Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó, será lançado amanhã, em Chapecó. O secretário de Infraestrutura, Luiz Fernando Vampiro, estará presente. A autorização foi anunciada ontem pelo governador Pinho Moreira. Serão R$ 10,6 milhões em investimentos, sendo R$ 8,5 milhões do governo federal e R$ 2,1 milhões de contrapartida do Estado. Com a ampliação o terminal de passageiros vai passar de 1.180 metros quadrados para 3.850 metros quadrados. O diretor de transportes da Secretaria de Infraestrutura do Estado, José Carlos Müller filho, informou que a licitação deve durar de 60 a 70 dias. O prazo de conclusão da obra é de oito meses. O aeroporto não ficará fechado durante as obras. A ampliação é necessária devido ao crescimento no movimento de passageiros. No ano passado foram 467 mil embarques e desembarques, 11,4% a mais do que no ano anterior. Leia todas as publicações de Darci Debona

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Tecnoeste, Divulgação

Feira no Oeste deve receber 30 mil pessoas em três dias

Por Darci Debona

22/02/2018 - 09h58

Iniciou nesta quarta-feira a Tecnoeste, o Show Tecnológico Rural, em Concórdia. O evento deve receber 30 mil visitantes em três dias. A feira traz novas variedades de milho e soja para aumentar a produtividade por área, experimentos de pastagem e um confinamento de bovino de leite. Ainda na área animal há reprodutores suínos desenvolvidos pela Embrapa e empresas particulares que prometem melhor resultado. Também estão presentes empresas que vendem equipamentos para criações e lavouras. De acordo com o coordenador da Tecnoeste, Vanduir Martini, o evento foi pensado pela Coopérdita e o Instituto Federal de Concórdia, que são os organizadores, como uma exposição para levar conhecimento aos visitantes, principalmente produtores. – O objetivo é levar informações para uma melhor gestão da propriedade, com índices técnicos de avaliação, planejamento e sustentabilidade, dando mais qualidade de vida no campo – afirmou Martini. Dentro do evento foi realizado ontem o Fórum Mais Milho, que debateu soluções para amenizar o déficit de milho em Santa Catarina. Leia todas as publicações de Darci Debona

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Com diminuição da produção em 20%, cresce déficit de milho em SC

Por Darci Debona

21/02/2018 - 10h39

O déficit de milho em Santa Catarina deve aumentar de 3,3 milhões de toneladas em 2017 para 4 milhões de toneladas neste ano, devido à redução de área e da produtividade, provocando diminuição de 20% na produção, segundo o Cepa/Epagri, e de 25% de acordo com a Conab. Buscar soluções para esse problema é um dos objetivos do Fórum Mais Milho, que se inicia às 13h30 de hoje, no Instituto Federal Catarinense, em Concórdia. O presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, afirmou que é preciso remotivar o produtor com garantia de preços, para que seja ampliada a área plantada com o cereal, que caiu de 800 mil hectares em 2001/2002, para 330 mil hectares na safra 2017/2018. O vice-presidente da Federação da Indústria do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e presidente da Câmara Temática de Transportes e Logística da entidade, Mário Cezar de Aguiar, disse é necessário investir mais em armazenamento, pois há um déficit de 43% em silos, para evitar que os grãos colhidos aqui saiam do Estado. Ele também avalia que é importante melhorar a infraestrutura de transporte, com ferrovias e rodovias, mas pensando não em exportar soja e milho, mas sim disponibilizá-los para agregação de valor na indústria e facilitar a exportação de produtos de mais valor, como carne. Leia todas as publicações de Darci Debona

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MST volta a ocupar fazenda em Xanxerê

Por Darci Debona

20/02/2018 - 10h45

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra voltaram a ocupar a fazenda Chapecozinho, no interior de Xanxerê, durante o final de semana. Cerca de 180 famílias que invadiram o local desde 2016 foram retiradas da área no ano passado, pela Polícia Militar, a partir de uma reintegração de posse determinada pela Justiça. As famílias foram levadas para um ginásio em Faxinal dos Guedes. Mas, devido à demora em definir uma solução, resolveram voltar ao local. A fazenda tem cerca de mil hectares e é localizada parte em Xanxerê, parte em Faxinal dos Guedes. Quem tem a posse da área e afirma ser proprietária é a família Prezotto, dona de uma empresa de sementes. O título foi concedido em 1992. O MST afirma que a área é pública, pois o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) requereu a propriedade em virtude de uma dívida que chegaria a R$ 1,5 milhão. A família Prezotto discute judicialmente o valor da dívida referente à medição da área. A família informou que os advogados devem divulgar uma nota nesta terça-feira, mas a tendência é de um novo pedido de reintegração de posse. A gerência do Incra de Chapecó preferiu não se manifestar, pois a disputa judicial já está em Brasília. Leia todas as publicações de Darci Debona

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Carol Debiasi / tudosobrexanxerê

Contorno viário de Xanxerê está pronto mas sem acesso à BR-282

Por Darci Debona

19/02/2018 - 10h39

Embora esteja pronto há quatro meses, o Contorno Viário Leste de Xanxerê, que liga a SC-480 com a BR-282, ainda não foi inaugurado. Não dá para dizer que não está sendo utilizado porque alguns moradores insistem em ultrapassar a barreira de terra que foi colocada próximo do acesso à BR-282. O motivo é que falta justamente a ligação do contorno com a 282. A obra de 8 km, que custou R$ 24 milhões era de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura do Estado.  A assessoria de imprensa da secretaria informou que em dezembro foi encaminhado ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) o projeto da alça de ligação, pois como se trata de uma rodovia federal, o órgão ficaria responsável pela execução. A assessoria de imprensa do DNIT informou que durante a obra não recebeu nenhum projeto para análise e aprovação, chegando a embargar a obra, por falta de autorização e pelo risco de segurança. De acordo com o DNIT houve um acordo após proposta do Governo do Estado para que a obra fosse executada dentro do contrato de restauração e adequação de capacidade que o DNIT tem com a Neovias, para o trecho da 282 entre Chapecó e Ponte Serrada. No entanto isso exige levantamento de campo para definir as quantidades, o que deve gerar um aditivo no contrato. Esse levantamento já iniciou mas a obra ainda não tem prazo de execução. MP abre inquérito contra motoristas suspeitos de andar a 250 km/h O Ministério Público de Chapecó abriu inquérito para investigar a conduta de motoristas que andaram a mais de 250 quilômetros na SC-157. Até vídeos circularam em redes sociais mostrando velocímetro a 251 quilômetros por hora e 254 quilômetros por hora. A Polícia Militar Rodoviária de São Lourenço do Oeste fez um boletim de ocorrência sobre esses fatos, ocorridos em 24 de janeiro. O promotor de Justiça Alessandro Rodrigo Argenta decidiu abrir inquérito diante do interesse coletivo. E marcou para a próxima segunda-feira a oitiva dos três suspeitos. Se for comprovada a conduta de condução de veículo em velocidade extrema, além do histórico desses motoristas em andar com velocidade acima do permitido, o Ministério Público vai solicitar a cassação da habilitação destes condutores e prol da segurança das pessoas que transitam na rodovia.

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Centro de Memória da Unochapecó pesquisa ossada indígena de pelo menos 400 anos

Por Darci Debona

17/02/2018 - 01h17

Uma ossada indígena com pelo menos 400 anos está sendo estudada por pesquisadores do Centro de Memória do Oeste de Santa Catarina (Ceom), que é mantido pela Unochapecó. A ossada estava dentro de uma urna funerária que foi encontrada na barranca do Rio Uruguai, em Alpestre-RS, que faz divisa com Águas de Chapecó. As cheias ocorridas no ano passado, com vazão que chegou a 19 mil metros cúbicos de água por segundo, no Rio Uruguai, acabou provocando erosão nas margens do rio e revelando a urna. Mesmo quebrada em vários pedaços, pela ação do tempo, a urna com cerca de 50 centímetros de altura estava unida e continha uma ossada humana dentro dela. Ela foi encontrada por moradores que avisaram os pesquisadores. De acordo com a coordenadora do centro e Doutora em Arqueologia, Mirian Carbonera, essa é a segunda urna funerária encontrada na região pelos pesquisadores do Ceom. A primeira foi em Águas de Chapecó, em 2014. – Essa urna vai nos ajudar a responder como eram os sepultamentos pois a maioria eram colocados em urnas de cerâmica mas também existem ossos que foram colocados direto na terra, podendo ser por motivo de hierarquia, ou por serem prisioneiros, isso ainda a gente não sabe. O que já sabemos é que a urna que encontramos também foi utilizada como utensílio doméstico, pois há sinais de fuligem – explicou a arqueóloga. A doutoranda em Arqueologia Vanessa Quintana disse que ainda não foi possível definir o sexo e a idade do indivíduo que foi encontrado na urna. Devido ao tempo alguns ossos já se esfarelaram. As partes mais inteiras são do fêmur e tíbia. Os ossos estavam em posição fetal. Também não foram encontrados utensílios, mas podem ter sido colocados materiais orgânicos. As pesquisadoras afirmaram que a ossada pertence a uma tribo Guarani, que descende de povos vindos da Floresta Amazônica, da região de Roraima. Essa população se instalou na bacia do rio Uruguai num período entre 500 e mil anos atrás. – Conseguimos calcular isso devido à uma camada escura, que fica em média a 50 a 60 centímetros de profundidade, que é resultado de material orgânico depositado numa área onde existia uma grande aldeia – explicou Mirian Carbonera. Ela afirmou que o Rio Uruguai era atrativo por fornecer comida e também facilitava o transporte. Os Guaranis desse período já utilizavam canoas e a primeira urna encontrada revela que eles se alimentavam de milho, o que revela que já eram agricultores. Vanessa Quintana complementou que a bacia do Rio Uruguai abrigou vários povoamentos, mas de forma descontínua. – Eles se instalavam na região e depois saíam, temos várias camadas no solo que revelam a passagem de comunidades que moraram na região em diferentes períodos – explicou Vanessa. Objetos têm até 11,7 mil anos Os arqueólogos encontraram numa profundidade de cinco a seis metros objetos com até 11,7 mil anos, como flechas e lascas de utensílios em pedra. – Temos três sítios arqueológicos em Águas de Chapecó-SC, Alpestre-RS e em Ilha Redonda, em Palmitos-SC, que são os mais antigos de Santa Catarina e entre os mais antigos do Sul do país – afirmou Mirian Carbonera. Isso atraiu até pesquisadores de outros países, como França, Itália e Rússia. O Museu de História Natural de Paris está ajudando a bancar as pesquisas, dentro do projeto “Povoamentos Pré-Históricos do Alto Rio Uruguai”, que iniciou em 2013 e foi prorrogado até 2020. A coordenadora do Ceom explicou que os franceses são especialistas em objetos com mais de 10 mil anos e são muito minuciosos. A idade dos objetos foi possível graças a testes com Carbono 14. Mirian afirmou que a parceria internacional vem sendo muito positiva para o conhecimento sobre os primeiros moradores do Oeste de Santa Catarina. Diferente dos Guaranis das ossadas encontradas recentemente, esses povos eram compostos de caçadores e vinham do Sul, em um período que corresponde ao final da Era do Gelo. Leia todas as publicações de Darci Debona

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Os fatos mais importantes de Chapecó e região em destaque. A política, a economia, a segurança e o cotidiano do Oeste de Santa Catarina pelo olhar de quem conhece a região.

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